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A guerra dos buscadores

Nova versão de sistema de busca da Microsoft vem integrada ao Facebook para acirrar a concorrência com a ferramenta do Google

A guerra dos buscadores

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COMUNITÁRIO
Site de buscas Bing, da Microsoft, terá integração com rede social

O Google é o líder inconteste entre os sites de busca. Só no Brasil, cerca de 90% das pesquisas na internet são feitas com a ferramenta, segundo dados da consultoria Serasa Experian. Mas a concorrência está jogando pesado para morder parte dessa fatia do bolo. Na semana passada a Microsoft anunciou mudanças na sua ferramenta de buscas, o Bing. A principal novidade é a integração com o Facebook. Quando um usuário fizer uma busca, ele vai receber os resultados tradicionais, que levam em conta quais páginas são mais acessadas e referenciadas por outros sites. Mas também poderá ver se algum dos seus amigos na rede social fez menção àquele assunto (leia quadro).

“A Microsoft sempre tentou desenvolver uma ferramenta que rivalizasse com o Google. Como ela comprou participação no Facebook, aproveitou para agregar valor associando-se a uma empresa considerada inovadora”, diz Almir Meira, professor de redes de computadores da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).

De fato, a personalização e a integração das ferramentas de pesquisa às redes sociais é uma tendência cada vez mais forte. “Os buscadores já têm privilegiado postagens no Twitter em seus resultados”, diz Martha Gabriel, coordenadora do curso de MBA em marketing e mídias sociais da HSM Educação. Além disso, há outro fator importante no qual as empresas vêm investindo: semântica.

Trocando em miúdos, isso quer dizer que as ferramentas estão se tornando cada vez mais capazes de “adivinhar” quais são os resultados mais relevantes para um determinado usuário, levando em conta fatores como pesquisas anteriores e a sua localização. Se o usuário fizer uma busca por restaurantes e tiver um histórico de clicar mais em links de culinária italiana, por exemplo, os resultados para esse tipo de estabelecimento vão aparecer primeiro.

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Outra situação: se o usuário mora em São Paulo e faz uma busca por automóveis estando nessa cidade, é mais provável que os primeiros links sejam para páginas de compra de carros. Mas, se ele fizer uma busca pela mesma palavra durante uma viagem a Roma, é mais provável que aparecem mais resultados de aluguel de veículos, porque o sistema “sabe” que ele está longe de casa. “As empresas já estão trabalhando para aperfeiçoar essas ferramentas”, diz Martha Gabriel. A integração com as redes sociais vem agregar ainda mais valor a esses resultados. A lógica é mais ou menos essa: se os seus amigos gostaram de algo, é bem mais provável que você também goste.