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11 perguntas que os cientistas (ainda) não conseguem responder – Parte 6

Tudo sobre misteriosos fenômenos, como a cura pela fé, o fim do mundo e a premonição, que ainda desafiam o conhecimento humano

11 perguntas que os cientistas (ainda) não conseguem responder – Parte 6

Perguntas que a ciência não consegue responder (Parte 01) ()

10. Por que nos apaixonamos?

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Aparência física, instinto de preservação da espécie, hormônios à flor da pele ou uma flechada aleatória do cupido. As hipóteses são muitas, mas a pergunta acima persiste. “Esse é um mistério que tentamos explicar há séculos e para o qual ainda não temos uma resposta definitiva”, diz a psicoterapeuta britânica Paula Hall, que há 15 anos trata casais com problemas de relacionamento. Tudo indica que a paixão não tenha um motivo isolado, mas, sim, um conjunto de razões. Pesquisas sobre como uma pessoa define sua cara-metade, por exemplo, indicam que, quanto maior a semelhança com o alvo desejado, mais chance de rolar uma paixão. A semelhança, no caso, diz respeito tanto ao aspecto físico quanto à personalidade do outro.

Aspecto igualmente importante e bastante examinado da paixão tem a ver com os processos bioquímicos. “O amor pode ser dividido em três fases: luxúria, atração e ligação afetiva. Em cada uma delas produzimos diferentes hormônios. Durante a luxúria, principalmente estrogênio e testosterona, que causam o desejo sexual.

Na atração, PEA e dopamina, substâncias que nos fazem querer passar todo o tempo com a pessoa amada. Já a ligação afetiva é influenciada sobretudo pela oxitocina e pela vasopressina, que criam um vínculo emocional. No entanto, mais uma vez, isso não explica tudo. Do ponto de vista bioquímico, ficamos literalmente viciados na outra pessoa. Infelizmente, a sensação não dura para sempre”, diz Paula. Assim, o mistério permanece à disposição de cientistas, filósofos e poetas, que há séculos se debruçam sobre o fenômeno atrás da definição perfeita.

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11. Quando e como o mundo vai acabar?

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Estamos a cinco minutos do apocalipse. Pelo menos é o que diz o Relógio do Fim do Mundo, uma criação do Bulletin of the Atomic Scientists, grupo de cientistas que avalia a proximidade de uma catástrofe global. Criado em 1945 para alertar a humanidade sobre o perigo da proliferação de armas nucleares, o relógio agora também leva em conta o impacto das mudanças climáticas na Terra para determinar seu ritmo.

Quanto mais próximos os ponteiros estiverem do número 12, mais perto estaremos da aniquilação. “É fácil imaginar os danos causados por explosões nucleares. No entanto, tendemos a não acreditar que os bilhões de motores em funcionamento no mundo possam causar dano semelhante. Mas eles podem”, diz o ambientalista americano Bill McKibben, autor do livro “O Fim da Natureza”. Embora as previsões a respeito dos efeitos da ação humana sobre o clima sejam alarmantes, McKibben acredita que eles não serão capazes de causar a destruição total: “O planeta sobreviverá. Mas vamos causar a morte de muitos humanos, bichos e plantas. E é bem possível que isso aconteça antes do fim deste século.” Independentemente da ação do homem, sabemos que a extinção do planeta é um acontecimento inevitável. Muito provavelmente, o responsável por isso será o Sol, cuja energia permite a vida na Terra. Para iluminar e aquecer o sistema solar, a estrela queima seu próprio combustível nuclear.

Esse processo não vai durar para sempre. Mas, nesse quesito, ainda temos muito tempo. Vai levar cerca de cinco bilhões de anos para o Sol se tornar uma estrela gigante, vermelha, que se expandirá e destruirá os planetas que encontrar pelo caminho – inclusive o nosso. “Portanto, se até lá o homem não destruir a Terra, o apocalipse ocorrerá de qualquer maneira”, diz José Ademir Sales de Lima, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

Claro que tudo também pode acabar com a colisão de um asteroide com a Terra ou – por que não? – uma invasão extraterrestre. Teorias não faltam. “Os medos apocalípticos nunca cessam. Se eles tivessem se concretizado, não estaríamos mais aqui. Podemos ficar tranquilos, está tudo bem”, garante o astrofísico Marcelo Gleiser.

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Veja a opinião de pessoas como você sobre as perguntas ainda não respondidas pela ciência

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Perguntas que a ciência não consegue responder (Parte 01)
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