Artes Visuais

Para aprender a gostar de colecionar

Feira Parte de Arte Contemporânea/ Rua Lisboa, 904, SP/ de 17 a 19/11

Para aprender a gostar de colecionar

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NOVA ARTE
Obra “Frutos de Jardim”, do artista André Feliciano, da galeria Zipper

Priorizar a produção de artistas iniciantes e incentivar o olhar e o consumo da arte de boa qualidade são os principais objetivos da primeira edição da Feira Parte de Arte Contemporânea, que acontece em São Paulo. Aproveitando os bons resultados de grandes feiras realizadas recentemente – a SP-Arte, em sua sétima edição, e a nova Rio Arte Fair –, a artista plástica Lina Wurzman e a advogada Tamara Perlman resolveram criar uma feira para aproveitar a ascensão desse mercado no País, focando agora o jovem colecionador. “Muitas pessoas querem consumir obras de arte e se sentem inibidas com o ambiente das galerias. Buscamos atrair este público proporcionando um ambiente mais descontraído e apresentando artistas mais novos, que estão buscando um espaço no mercado”, diz Lina, que comandou uma pesquisa de mercado para a criação da nova feira. Uma das premissas levantadas para que o público se sinta mais confortável em iniciar uma barganha ou comprar sua primeira peça de arte está no preço inicial. Nenhuma das obras ofertadas pelas galerias deve exceder o preço de R$ 15 mil e, no total das obras postas à venda, 60% não deverão ultrapassar o patamar dos R$ 3 mil.

A justificativa para esse preço não é arbitrária. “Este é um montante com o qual um colecionador iniciante consegue lidar. O perfil dos iniciantes é o de um público mais jovem que está acostumado a consumir, por exemplo, peças de design, mas agora querem fazer um investimento em longo prazo”, explica Lina. Outro aspecto relevante na criação da nova feira diz respeito ao boom de novas galerias surgidas no Brasil nos últimos dois anos. Só em São Paulo, no primeiro semestre deste ano, foram criadas oito novas galerias de arte voltadas tanto para a fotografia quanto para a arte contemporânea. A Feira Parte terá 22 galerias – grande parte delas são recém-nascidas. “Na feira teremos uma produção eclética: artistas como a Tomie Othake até obras de street art”, enfatiza Lina. Durante os três dias de evento, as estimativas de venda estão na faixa de R$ 1,5 milhão e a circulação de dez mil pessoas.