Cultura

Judy Garland entre nós

Especialistas em musicais, diretores Charles Möeller e Claudio Botelho estreiam espetáculo sobre o fim da carreira da diva hollywoodiana e aprontam uma ambiciosa montagem de "O Mágico de Oz"

Judy Garland entre nós

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HOMENAGEM
Claudia Netto vive Judy Garland nos palcos: fase decadente da cantora e atriz americana

Judy Garland está no Brasil. Ao menos se depender dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho. Judymaníacos, não pouparam esforços para homenagear no teatro a estrela de ouro dos musicais de Hollywood, morta em 1969 aos 47 anos.

A dupla está envolvida na produção de dois espetáculos que fazem o público relembrar as canções que ficaram famosas na voz de Judy. O primeiro deles, em cartaz no Teatro Fashion Mall do Rio de Janeiro, leva o nome da diva, com o subtítulo “O Fim do Arco-Íris” e mostra o fim nada colorido da carreira desse mito.

Protagonizado pela brasileira Claudia Netto, o texto do inglês Peter Quilter aborda a tentativa final da atriz em retomar o sucesso profissional, já no quinto casamento. Na história, ela faz uma temporada de apresentações em Londres, cantando seus maiores hits, como o obrigatório “Over the Rainbow”. O drama, que fez sucesso recentemente na capital britânica e em breve estreia na Broadway, tem tudo para comover os brasileiros, na opinião de Botelho. “Todos que já viram ficaram muito emocionados. Sua vida lembra a de Michael Jackson e Amy Winehouse, mas, para piorar, ela acabou muito pobre”, compara o diretor.

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GRIFE
Chamados de “Broadway brasileira”, a dupla Möeller e Botelho
hoje é considerada sinônimo de sucesso por investidores

Mal terminaram os ensaios, Möeller, 44 anos, e Botelho, 47, já começaram os preparativos para levar ao palco carioca, no primeiro semestre do ano que vem, “O Mágico de Oz”, clássico do cinema protagonizado por Judy em 1939. “Foi uma coincidência. Mas acabou sendo uma ótima comemoração fazer essas duas produções quase juntas”, explicou Botelho.

“O Mágico de Oz” deve ser uma grande produção e prevê uma equipe em torno de 40 pessoas entre atores e músicos e investimento de R$ 8 milhões. Há quem enxergue um “toque de Midas” no trabalho dos diretores, que não costumam encontrar cadeiras vazias nas plateias. Möeller diz que o “casamento com o público” já começa quando escolhem os textos. O entretenimento é a palavra-chave. “A dupla virou uma marca. Temos uma certa credibilidade. Formamos nossa plateia e os patrocinadores sabem no que estão apostando”, afirma o diretor.

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