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A verdadeira crônica de uma morte anunciada

A verdadeira crônica de uma morte anunciada

Tradição nas cidades do interior: quando alguém morre, um carro de som percorre as ruas e o locutor dá a “nota de falecimento”. Não é diferente no município paulista de Nova Europa. Nele, ao longo de décadas, Nelson Fortunato perdeu a conta de quantos falecidos anunciou. Na terça-feira 24 ele soltou a voz avisando sobre a sua própria morte. Como toda Nova Europa sabia que de fato ele acabara de morrer, a população se assustou: “Estou anunciando meu falecimento. Falecimento de Nelson Fortunato. Como isso foi gravado com antecedência, não tem a hora do enterro, mas o mais importante é que todos saibam que eu morri.” O neto Eduardo Fortunato disse que o avô faleceu de velhice (90 anos) e que foi um brincalhão a vida toda.