Medicina & Bem-estar

Foco na Resistência

Depois da modelagem física, agora as academias investem em atividades para aumentar a força respiratória e muscular

Foco na Resistência

Abdome, braços e pernas durinhos e alongados. Em geral, este era o objetivo principal dos exercícios prescritos nas aulas das academias de ginástica. Agora, acaba de entrar na lista de prioridades também aumentar a resistência muscular e respiratória. Por isso, boa parte das novidades que estão chegando a esses estabelecimentos está voltada para essa finalidade.

A ênfase na melhora da resistência é a demonstração mais recente das mudanças pelas quais a malhação oferecida nas academias vem passando nos últimos anos. Depois da onda da aeróbica, por exemplo, veio a febre dos chamados exercícios zen, pontuados por movimentos de ioga e pilates. Ela foi absorvida pelos estabelecimentos porque havia – como ainda há – uma demanda por parte dos alunos, sedentos por atividades que garantissem um pouco mais de bem-estar.

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Desta vez, tornou-se muito claro que hoje as pessoas também precisam melhorar sua disposição e energia para enfrentar um cotidiano cada vez mais corrido e exigente. “E os exercícios formulados para aumentar a resistência respiratória e muscular acabam proporcionando isso aos alunos”, explica o professor Bruno Lima, da academia A!Body Tech, do Rio de Janeiro. “As pessoas se cansam menos e ganham maior força nos músculos para enfrentar uma rotina cheia de compromissos.” Na academia carioca, as opções oferecidas foram as aulas feitas na areia fofa da praia. Durante as atividades, os alunos usam miniparaquedas acoplados nas costas e fazem pequenos circuitos de corrida utilizando uma banda elástica que os obriga a fazer mais força. E, por serem executados na areia, os movimentos exigem um esforço muscular e respiratório maior, aumentando o gasto calórico. Além disso, obrigam o aluno a desenvolver mais equilíbrio.

Em São Paulo, a academia Competition lançou o Sensation.comp. É uma modalidade praticada com auxílio de fitas resistentes que estão fixadas no teto da sala de aula. Os alunos se prendem a essas cordas e fazem movimentos dinâmicos que exigem equilíbrio, concentração e força.

O treino é intercalado com corridas dentro da sala e exercícios de pular corda. “Essa combinação também ajuda os praticantes a ganhar consciência corporal”, afirma Ivo Moraes, coordenador de ginástica da Competition. Na Runner, também em São Paulo, há uma alternativa que combina os exercícios convencionais com gestos de artes marciais. Tudo para potencializar a força muscular tão necessária atualmente.

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