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Querem jogar a culpa no bezerro morto

Querem jogar a culpa no bezerro morto

A tradicional Festa do Peão na cidade paulista de Barretos teve agora a sua 56ª edição. Nela há uma modalidade ­chamada bulldog na qual o peão precisa derrubar o bezerro com as próprias mãos. Se o Ministério Público quiser, este ano poderá ter sido a última vez que essa prova aconteceu – assim como há quatro anos está proibida a prova do laço. O bulldogueiro César Brosco, para imobilizar o bezerro, fez uma “manobra de forma irregular” (veredito da própria Associação Nacional de Bulldog) e quebrou o pescoço do animal. O bulldogueiro está suspenso por seis meses e o bezerro teve de ser sacrificado porque ficou tetraplégico. Brosco declarou: “Não tem como dizer que o erro foi meu, talvez o jeito que o boi caiu foi errado”. Isso quer dizer: não adianta chorar a morte da bezerra – desculpem, do bezerro. Absurdo: culpar o próprio bezerro é desculpa mais descabida do que a realização da prova em si.