A semana

Toma-lá-dá-cá

Toma-lá-dá-cá

DESEMBARGADOR NELSON CALANDRA, presidente da Associação do Magistrados do Brasil (AMB)
ISTOÉ – Por que a AMB defende as férias de 60 dias para o Judiciário?
Calandra – A magistratura não tem jornada limitada de trabalho. Eu já presidi júri de cinco dias por várias horas e no domingo estava de plantão.
ISTOÉ – O presidente do STF, Cezar Peluso, diz que soa como privilégio.
Calandra – Ele está preocupado com a opinião pública. Mas o ministro não é político, é juiz. E o STF não teme deliberar contra a opinião pública.
ISTOÉ – Outras categorias têm jornada exaustiva e só 30 dias de férias.
Calandra – Então, que se estenda o direito. Não há motivo para darmos marcha à ré. As férias são justificadas até por questões médicas. O juiz não trabalha só dentro do fórum. E os processos não são simples.