Em Cartaz

Dostoievski mineiro

Como bom mineiro, o diretor de teatro Gabriel Villela vale-se novamente de um estilo barroco para levar aos palcos a sua versão do livro "Crônica da Casa Assassinada" (Teatro Maison de France , Rio de Janeiro, até 17/7)

Dostoievski mineiro

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Como bom mineiro, o diretor de teatro Gabriel Villela vale-se novamente de um estilo barroco para levar aos palcos a sua versão do livro “Crônica da Casa Assassinada” (Teatro Maison de France, Rio de Janeiro, até 17/7), do escritor Lúcio Cardoso. A história, que envolve incesto, violência e morte, centra-se na aristocrática família Menezes e tem como protagonista a esposa de um dos fazendeiros do clã, Nina, mulher de alma libertária vivida por Xuxa Lopes.

A adaptação assinada por Dib Carneiro Neto lança mão de diálogos fortes e cenas de nudez para contar a trajetória de um grupo que assiste ao fim de seus dias de opulência. O grande desafio foi manter a densidade dramática dos personagens criados pelo ­“Dostoievski mineiro” – é assim que Villela trata Lúcio Cardoso, seu conterrâneo das letras.

+5 obras de Lúcio Cardoso

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Maleita
Primeira obra do autor, escrita aos 16 anos. O título refere-se à doença endêmica na região do rio São Francisco

Dias perdidos
Trata da trajetória de Silvio, que parte de Minas Gerais para o Rio de Janeiro após a morte dos pais

A luz no subsolo
A loucura que se abate em um casal depois da chegada, em sua casa, de uma nova empregada

Salgueiro
A ação se passa no morro carioca homônimo e trata da miséria de três gerações de habitantes do lugar

Inácio, Enfeitiçado e Baltazar
Três novelas centradas no personagem Inácio, que convive com alcoólatras, prostitutas e assassinos de aluguel