Tecnologia & Meio ambiente

Ecoescola

Instituto de ensino do Rio de Janeiro é o primeiro da América Latina a conquistar rigorosa certificação verde internacional

Ecoescola

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TELHADO
Plantas absorvem a chuva e reduzem o calor
dentro do prédio

Olhando de longe, nada parece tão diferente. Mas o formato de catavento do prédio tem a função de facilitar a circulação do ar. Pensando bem, o telhado cheio de plantas também é incomum – é recoberto de verde justamente para recolher e reaproveitar a água da chuva. Quem adentrar o recinto não terá mais dúvida: tantos sensores no teto indicam algo inovador. Acertou: eles são para controlar e economizar a luz e o ar-condicionado. Esses são alguns dos detalhes da primeira escola pública verde da América Latina, a Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

No mundo todo, apenas 120 instituições de ensino obtiveram o selo LEED for Schools (leia quadro), concedido pelo Green Building Council, que garante o padrão americano de construção sustentável. Nos EUA, ficam 118 colégios verdes; os outros dois estão na Noruega e em Bali. “É um prédio que promove a educação ambiental quando o País se prepara para sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo verdes”, diz Maria José de Mello, que divide a autoria do projeto com Rafael Tavares.

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AULA
Ar-condicionado inteligente,
piso ecológico e luzes do tipo LED

A escola carioca fica num terreno que era uma praça e já nasceu reaproveitando as quadras poliesportivas, os chuveiros públicos, a iluminação e as 72 árvores do local. Na área livre, à exceção da piscina e das quadras, o solo é todo revestido de grama ou ecopiso, que permite a passagem de água da chuva para o solo. Cimento, só reciclado. Luzes, só do tipo LED, que além de consumir menos energia dura pelo menos dez anos e não contém mercúrio como as incandescentes. Tinta, só ecológica e não tóxica. Os equipamentos de ar-condicionado, “mal-vistos” pelo LEED for Schools, mas necessários em uma cidade quente como o Rio, consomem 40% menos de energia. “Acreditamos que em três anos teremos recuperado o investimento (de R$ 11 milhões, da parceria entre o governo do Estado e a Thyssenkrupp CSA) em eficiência energética”, explica Maria José. Os estudantes aprovam. “É realmente diferente. A gente nem sabia direito o que é sustentabilidade, estamos aprendendo muito”, conta a aluna do primeiro ano do ensino médio Thais Santa, 16 anos. 

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