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A história secreta da odisseia de Gagarin

Novos detalhes sobre a primeira viagem do homem ao espaço são liberados pelos russos na semana em que o feito completou 50 anos

A história secreta da odisseia de Gagarin

Descubra, em vídeo, os erros que poderiam ter transformado essa conquista em um grande desastre:

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MITO
Jovens russos admiram o ícone

Ainda hoje, antes de serem lançados ao espaço, os cosmonautas russos seguem um ritual que consiste em oferecer uma flor ao memorial de Yuri Gagarin, visitar seu antigo escritório e pedir permissão ao seu fantasma antes do lançamento. Faz sentido: afinal, há 50 anos, o piloto soviético se tornou o primeiro homem a explorar a órbita terrestre, associando para sempre o seu nome ao começo da corrida espacial durante a Guerra Fria.

Gagarin é tema de uma série de homenagens por todo o mundo ao longo deste mês. Na Rússia, onde o piloto é herói nacional, já é tradição comemorar o 12 de abril como “Dia Mundial do Cosmonauta”. Para o aniversário de 50 anos do voo, o governo russo decidiu tornar públicos os misteriosos documentos que compõem a história do primeiro astronauta em órbita no nosso planeta.

O sucesso comunista, no entanto, só aconteceu porque vários possíveis problemas foram superados ainda na véspera – e até alguns minutos antes – da decolagem (leia o quadro abaixo). Gagarin entendia os riscos, de acordo com a carta que havia escrito para ser entregue a sua família caso algo desse errado. “Acredito completamente no equipamento técnico, mas mesmo com os pés no chão uma pessoa pode às vezes cair e quebrar o pescoço”, afirmava, reconhecendo as chances de um acidente.

Desde 2001, o mundo todo celebra também a “Noite de Yuri” – evento criado em convenção espacial das Nações Unidas que visa desenvolver o interesse dos jovens pela exploração espacial e tem se expandido para outras cidades do mundo, como Estocolmo, Tel-Aviv e Tóquio. Em Londres, uma estátua de Gagarin foi exposta em um shopping, ao lado da imagem do explorador marítimo britânico James Cook.

“Quando tinha tempo, ele gostava de ficar em casa conosco”, contou sua filha mais velha, Elena Gagarina, ao British Council. A instituição inglesa ajudou a desenvolver uma das mais brilhantes homenagens aos 50 anos do voo: com os cosmonautas da Estação Espacial Internacional, criou uma reprodução em vídeo do caminho feito pela Vostok 1, a cápsula tripulada pelo herói russo. “Ele se via como um piloto. Seu livro favorito de Antoine De Saint-Exupéry não era ‘O Pequeno Príncipe’, e sim ‘Voo Noturno.’”

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