Edição nº2487 11.08 Ver edições anteriores

Kassab, o impostor

O prefeito de São Paulo quer ser JK. Mas quem ele pensa que é?

Gilberto Kassab, prefeito da maior cidade do Brasil, não é o que parece ser. Em outras palavras, é um impostor. Aquele que engana com falsas aparências. Agora, ele quer se parecer com Juscelino Kubitschek, o maior mito político da história brasileira. Para começar, Kassab deixou o DEM e criou um novo partido, apropriando-se da sigla da antiga agremiação de JK, o PSD, Partido Social Democrático. Agora, teve a pachorra de registrar o domínio www.jk.org.br na internet (se alguém duvida, basta entrar na página www.registro.br e conferir). Como diz o colunista Claudio Humberto, que revelou a história, só falta mudar o nome para “Jilberto” Kassab.

Como prefeito, Kassab vai mal. Aliás, muito mal. Rejeitado por 43% dos paulistanos, ele está no ponto mais baixo da sua curva de popularidade. Revoltada com os buracos de rua, as constantes enchentes e os aumentos nas tarifas de transporte urbano, a população lhe dá nota 4,6. Além disso, nos últimos meses ficou mais do que explícito que Kassab se preocupava mais em articular um novo partido do que em administrar a maior cidade do País.

Inicialmente, imaginava-se que o PSB seria aquilo que os especialistas definem como um “partido ônibus”, capaz de transportar insatisfeitos da oposição para a base governista, uma vez que o DEM, depois do Mensalão de Brasília, perdeu sua principal fonte de financiamento. O nome inicial seria PDB, Partido Democrático Brasileiro, mas foi logo descartado, quando colaram nele o justo apelido de “Partido da Boquinha”. E o que era para ser um ônibus londrino, de dois andares, virou uma kombi – daquelas que comportam toda
a torcida da Portuguesa. Kassab conseguiu atrair nomes como Claudio Lembo, um político aposentado, o deputado Índio da Costa, o pior vice que o Brasil nunca teve, e o empresário Guilherme Afif Domingos, aquele que não desiste nunca.

Prefeito Kassab, escute um conselho e, de uma vez por todas, entenda: “Você não é Juscelino!” JK era simpático, paquerador, tinha mil namoradas, inspirava entusiasmo e deixou um legado de otimismo no País. Fez os brasileiros acreditarem que eram capazes
de dar um salto rumo ao futuro. Seja você mesmo, Gilberto com G.
Você foi o principal secretário do ex-prefeito Celso Pitta e não teve a dignidade sequer de comparecer ao seu enterro ou de decretar luto oficial. E ainda há tempo para que comece a administrar a cidade de São Paulo. 


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