Medicina & Bem-estar

Não precisa tirar sangue

Cientistas alemães criam aparelho que indica estado de saúde apenas emitindo luz sobre a pele

Não precisa tirar sangue

chamada.jpg
RÁPIDO
O equipamento leva 30 segundos para dar o resultado

Uma equipe de pesquisadores da Charité Medical School, em Berlim, na Alemanha, desenvolveu um aparelho capaz de detectar, em cerca de 30 segundos, qual o nível de vitalidade do organismo para se defender do envelhecimento precoce. E faz isso de modo não invasivo – sem precisar colher amostras de sangue ou de fluido corporal –, apenas emitindo uma luz sobre a pele. Por isso, já foi apelidado de exame “Star Trek” (“Jornada nas Estrelas”). Trata-se de uma alusão ao aparelho usado na famosa série de televisão pelo personagem Dr. McCoy, o médico responsável pelo cuidado com a saúde dos tripulantes na nave que viajava pelo espaço. O criado pelos alemães é muito parecido com ele.

O teste mede a concentração, na pele, dos antioxidantes – substâncias que neutralizam a ação dos radicais livres (moléculas que contribuem para o envelhecimento precoce das células). Vitaminas A, E e C são antioxidantes. Quanto maior sua presença no organismo, mais forte ele se encontra. O aparelho indica o nível desses compostos a partir da emissão de uma luz que capta as vibrações de onda emitidas por eles. É uma espécie de sistema bate-e-volta. A luz penetra a pele, parte dela registra as vibrações das partículas e volta para o aparelho. Em seguida, o equipamento aponta a taxa de antioxidantes (de zero a dez).

A criação do aparelho durou cinco anos. O objetivo dos cientistas, liderados por Jurgen Lademann, era criar algo que desse às pessoas um parâmetro de saúde de forma rápida e indolor.

Além disso, os pesquisadores esperam que a resposta rápida fornecida pelo aparelho sirva de estímulo para mudança de hábitos. “Se você resolve mudar de vida e come apenas uma salada no jantar, por exemplo, na manhã seguinte verificará um pequeno aumento na quantidade de antoxidantes”, disse Lademann. O exame está sendo testado em 50 estudantes. “Esperamos que o comportamento dos jovens se modifique à medida que conheçam a resposta positiva de seus organismos às alterações de comportamentos”, afirmou o cientista alemão.

img.jpg