Cultura

O domingo alegre de Ingrid

O humor direto e franco de Ingrid Guimarães já faz sucesso no teatro e no cinema. Agora vai bater ponto numa série global

O domingo alegre de Ingrid

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PIADA FÁCIL
Segundo Ingrid, programas de fim de semana não
podem ter humor muito sutil
 

Testado como piloto no pacote de fim de ano da Rede Globo, o humorístico “Batendo Ponto” emplacou na grade da emissora e vai se transformar em seu novo dominical a partir do domingo 3. Para isso pesou bastante a presença de um nome no elenco: o da atriz Ingrid Guimarães. Ela é a bola da vez na comédia brasileira e a grande prova são os 3,5 milhões de espectadores que assistiram ao filme “De Pernas pro Ar”, em que é protagonista. Antes disso, “Cócegas”, peça teatral escrita por ela e na qual contracena com a amiga Heloisa Perissé, completou uma década de turnês de sucesso pelo País – ainda este ano o espetáculo ganhará as telas. Quer mais? Estreia no segundo semestre, pelo canal a cabo GNT, “Homens Possíveis”, versão masculina de “Mulheres Possíveis”, sucesso idealizado por Ingrid.

O desafio de manter acordados os telespectadores após o “Fantástico” não é novidade para a atriz, que atuou por quase quatro anos no humorístico “Sob Nova Direção”. Mesmo assim, a experiência a empolga: “O humor do domingo não pode ser tão sutil, é preciso prender o público senão ele desliga a tevê”. Em “Batendo Ponto”, Ingrid interpreta Val, uma secretária “faz-tudo” de uma empresa especializada em colas, localizada no subúrbio carioca. “Sua missão é fazer a ponte entre os diferentes tipos de uma empresa e o chefe completamente bipolar”, diz ela. Segundo o autor Paulo Cursino, Val foi criada tendo Ingrid em mente, um privilégio, já que o elenco conta com atores de peso como Stênio Garcia e Pedro Paulo Rangel.

Ingrid revela, aliás, que foi Rangel – ou Pepê, como ela o chama – quem lhe serviu de inspiração para que escolhesse os caminhos do humor: “A geração de comediantes que fez a ‘TV Pirata’ me influenciou bastante, já conversei com o Pepê sobre isso.” Nessa época, Ingrid ainda enveredava por papéis dramáticos, como o da peça “O Diário de Anne Frank”. “Ninguém lembra”, brinca ela. No cotidiano, diz que por fazer papeis engraçados, as pessoas na rua a “tratam como uma prima”. Vai ser ótimo, então, ser abordada pelos fãs nas manhãs de segunda-feira.

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