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Moscou sob ataque

Prestes a sediar a Olimpíada de Inverno e a Copa do Mundo, a Rússia mostra que não sabe como conter os ímpetos suicidas dos chechenos

Moscou sob ataque

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LUTO
Ataque matou 35 pessoas na capital russa
 

O atentado que matou 35 pessoas no aeroporto Domodedovo, em Moscou, na segunda-feira 24, fez a Rússia se lembrar de dois dos maiores problemas que assolam o país há séculos. O primeiro é a renitente e violenta determinação dos chechenos em buscar uma sonhada independência da dominação russa, que persiste há mais de 500 anos e, só na última década, fez mais de 500 vítimas. O segundo diz respeito a uma infraestrutura física e de recursos humanos que nunca se recuperou do esfarelamento do império soviético, há três décadas, e que permite que homens-bomba simplesmente consigam embarcar em aviões com seus dispositivos mortais. Prestes a sediar dois dos maiores eventos esportivos mundiais – a Olimpíada de Inverno de 2014 e a Copa do Mundo de futebol de 2018 –, a Rússia enfrenta agora a desconfiança e o temor da comunidade internacional de que será capaz de impedir que esses dois problemas voltem a convergir. Apesar de todas as promessas de repressão aos chechenos e reforço na segurança, o país tem sido incapaz de evitar que atentados como o ocorrido no maior e mais moderno aeroporto do país voltem a ocorrer. O primeiro-ministro, Vladimir Putin, prometeu vingança e o presidente, Dimitri Medvedev, exigiu a demissão de todos os seguranças do Domodedovo. Mas eles não informaram, ainda, como conseguirão, de fato, frear os ímpetos suicidas dos chechenos. A única certeza, por enquanto, é que os muçulmanos dos Cáucasos voltarão a atacar.
 

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