Cultura

O novo Hawaii Five-0

Seriado de sucesso dos anos 1970 volta com mais ação, visual contemporâneo, muita adrenalina e o mesmo tema musical que conquistou gerações

O novo Hawaii Five-0

 Confira o trailer da série “Hawaii Five-0” :

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“Pode prendê-lo, Danno” – era assim que o policial de elite Steve McGarret dava por encerrado os casos investigados pela sua unidade especial no antigo seriado “Hawaii Five-0”. Com um misto de humor e provocação, McGarret deixava para o seu auxiliar, o agente Danny “Danno” Williams, a tarefa menos nobre de cuidar da prisão dos bandidos ao final de cada episódio. Esse bordão, espécie de “elementar, meu caro Watson” de uma das séries mais famosas da tevê, foi muito popular até 1980, quando o programa saiu do ar após 12 anos de sucesso. Agora, a frase espirituosa volta a ser repetida na nova versão de “Hawaii Five-0”, que estreia no canal a cabo Liv na quarta-feira 20. Grande azarão da temporada inédita de seriados americanos iniciada em setembro, a aventura policial passada no exótico arquipélago do Pacífico foi vista em sua estreia por 14,2 milhões de pessoas, maior audiência do horário. Depois de três semanas de exibição, é a única série recém-lançada que conseguiu manter os índices de audiência e ficar entre as 20 atrações mais vistas dos EUA atualmente.
 

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AÇÃO
Alex O’Loughlin encarna um McGarret mais sarado.
Scott Caan é o novo Danno, seu braço-direito na caça aos bandidos do Havaí

 

Produzida pela rede CBS, a mesma que mostrou no passado a versão original, “Hawaii Five-0” teve um bom investimento da emissora. A começar pelo elenco. O papel de McGarret, que antes foi do quarentão Jack Lord, agora está a cargo do galã australiano Alex O’Loughlin, 34 anos. O seu braço-direito Danno ganhou a estampa do estouradinho Scott Caan, irmão de James Caan, que já havia demonstrado aptidão para os papéis atrapalhados no filme “Onze Homens e um Segredo”. O quarteto de policiais é completado por Daniel Dae Kim, o Jin de “Lost”, e por Grace Park, que interpreta Kono, um papel masculino no original. A modernização da trama não se deu apenas pela personagem feminina, que, além de criminologista, adora enfrentar ondas perigosas com sua prancha de surfe e, no primeiro episódio, mostrou o contorno de suas formas. Na versão anabolizada, o detetive McGarret aparece bem mais jovem e sarado (o ator Jack Lord tinha 48 anos quando estreou o primeiro programa) e prefere as camisetas brancas e calças cargo aos ternos bem cortados – o que, aliás, estava em perfeito desacordo com o jeito de vestir dos havaianos.
 

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Peter M. Lenkov, produtor-executivo da série e o homem por trás dos sucessos “CSI:NY” e “24 Horas”, apostou todas as fichas em O’Loughlin, que não fez muito sucesso na série “The Shield”. “Queríamos alguém que conseguisse realmente encarnar McGarrett e ainda não estivesse associado a outros personagens”, diz Lenkov, coautor do piloto e roteirista de mais cinco episódios da primeira temporada – tarefa dividida com os experientes Alex Kurtzman e Roberto Orci, conhecidos pelas engenhosas tramas dos seriados “Fringe” e “Alias”. Nesse “Hawaii Five-0”, McGarrett é um oficial da Marinha americana em ação no Sudeste Asiático. Ele aparece numa operação na Coreia do Sul e faz prisioneiro um terrorista irlandês. Pelo celular, é avisado pelos inimigos que o seu pai está em poder deles, em Honolulu, como refém. A negociação dá errado e o homem é executado, mote para McGarrett aceitar a carta branca da governadora do Havaí para “limpar a minha ilha da escória de bandidos” e, assim, pôr a mão nos assassinos do seu pai. O primeiro episódio mostra como a unidade 5-0 se formou e envolve traficantes de armas e de pessoas, vindas da China – é bom lembrar que o grande vilão da série antiga era o chinês Wo Fat. Numa decisão sábia, o clássico tema original, com andamento marcial e acompanhamento de metais, foi mantido com alguns toques modernos. E aquela onda, que mais parece um tsunami, ainda avança em direção ao espectador. Espera-se que a temperatura continue subindo na ilha.

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